Postado em 27/fev/2026
Projeto liderado por docente do Departamento de Informática e que compõe a Comissão Coordenadora do Curso de Ciência de Dados integra Inteligência Artificial, sensoriamento remoto e estatísticas oficiais.
Publicado em 27 de fevereiro de 2026
Pesquisadores do Departamento de Informática da Universidade Federal de Viçosa (UFV) estão à frente do desenvolvimento de tecnologias inovadoras baseadas em Inteligência Artificial (IA) e sensoriamento remoto que prometem transformar a forma como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realiza o Censo Agropecuário no Brasil. A iniciativa utiliza modelos computacionais capazes de analisar imagens de satélite para identificar automaticamente áreas agrícolas e gerar informações estatísticas com maior precisão, reduzindo a dependência exclusiva da coleta presencial e ampliando a eficiência do processo censitário.
A pesquisa é conduzida no âmbito de uma parceria estratégica entre a UFV e o IBGE, sob a liderança do professor Hugo Neves de Oliveira, do Departamento de Informática (DPI), que também compõe a Comissão Coordenadora do Curso de Ciência de Dados da UFV. O objetivo central do projeto é treinar sistemas de visão computacional para reconhecer padrões agrícolas em imagens de satélite, permitindo mapear talhões agrícolas — as menores unidades analisadas no censo — e identificar características relevantes, como tipo de cultivo e uso do solo.
Desde 2024, a equipe vem reunindo e integrando grandes volumes de dados provenientes de diferentes fontes, incluindo imagens de satélites de alta resolução e anotações técnicas fornecidas por especialistas do IBGE em diversas regiões do país. Esses dados possibilitam que os modelos de IA aprendam a diferenciar áreas de plantio, vegetação nativa, pastagens e solo exposto, tornando o processo de análise mais eficiente, escalável e alinhado às demandas contemporâneas de produção de estatísticas oficiais.
O avanço tecnológico conta ainda com o apoio do Instituto de Inteligência Artificial e Computacional (IDATA) da UFV, que disponibiliza infraestrutura computacional de alto desempenho para o treinamento dos modelos. A expectativa é que essa tecnologia contribua diretamente com o próximo Censo Agropecuário, previsto para 2027, oferecendo dados mais detalhados, atualizados e consistentes sobre o setor agrícola brasileiro.
Além de apoiar o planejamento e a execução do censo, a tecnologia permitirá o monitoramento contínuo das mudanças no uso do solo, auxiliando na análise de impactos climáticos, projeções de safra e formulação de políticas públicas. O trabalho desenvolvido pela UFV em parceria com o IBGE tem alcançado reconhecimento internacional e já foi incorporado ao manual prático da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre sensoriamento remoto aplicado a estatísticas agrícolas, destacando o Brasil como referência global na área.
A parceria também tem contribuído significativamente para a formação de novos pesquisadores, incluindo o estudante de mestrado Mateus Pinto da Silva, do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) da UFV, cujo trabalho integra o desenvolvimento de métodos avançados para classificação automática de culturas agrícolas utilizando séries temporais de imagens de satélite.
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